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Mostrando postagens com marcador Hornocal. Mostrar todas as postagens
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sábado, 20 de fevereiro de 2021

Jujuy - Dia 2: Uquía, Humahuaca e Hornocal (ADN Travel)

E chegou o dia de explorar mais lugares em Jujuy! 

Nesse segundo dia eu acordei cedo, me arrumei, tomei café da manhã e parti com a mochila nas costas até a sucursal da ADN Travel, a agência de turismo, a qual escolhi para fazer a maioria dos passeios. 

Como eu estava sozinha e sem carro para me locomover, eu achei útil as excursões deles, que incluíam os principais lugares que eu queria conhecer.

Se você quiser conhecer tudo sozinho(a), é viável. Em Tilcara mesmo tem um ponto de informações turísticas e lá eles informam sobre os transportes. Além de ter a rodoviária, da onde saem os ônibus, coletivos, para todos os lugares e há também os táxis na rua do hospital da cidadezinha. Super fácil de encontrar. É só se informar direitinho que dá tudo certo.

Mas continuando no meu caso...cheguei na sucursal, antes do primeiro passeio da minha viagem com a agência, e aproveitei para acertar o pagamento da minha reserva que eu tinha feito ainda no Brasil, por e-mail.

ADN Travel Tilcara: Belgrano, 444.

Fechei três passeios (3 dias) com eles, e na época, ficou ARS3.900,00, aproximadamente R$457,57, com IOF.

O pessoal da ADN Travel são bem legais e responsáveis, eu gostei muito de ter passado esse tempo com eles, até porque estavam sempre preocupados com a gente, dando dicas, brincando, conversando com muita paciência, pra quem não entendia muito bem e nem falava espanhol, como eu, por exemplo rsrsrs 

Só o que não é legal é que, quando você faz esses passeios, você vai ficar pouco tempo em alguns lugares, mas com certeza vai querer ficar mais e aproveitar tudo. Só que eles tem o tempo cronometrado pra sair, conforme combinado na programação. :(

Fora isso, é uma mão na roda e você vai ter um guia que vai te ajudar a conhecer muito melhor os lugares, a cultura e etc. Sem contar que você vai conhecer outras pessoas no grupo dos passeios e dividir experiências. Eu mesma, conheci uma argentina que falava português, porque já havia morado no Brasil e ela me ajudava muito a entender as conversas kkkkkk acabou virando uma companhia muito bacana!

E ainda, tem assistência, caso aconteça alguma coisa. Tem, ainda, uns mimos no carro que os guias oferecem: lanchinhos, balas, água, etc. 

Tudo certo com a ADN Travel, já estava na hora do primeiro passeio: Uquía, Humahuaca e Hornocal

Nosso guia do dia foi um carinha muito gente fina chamado Marcelo.

UQUÍA

No caminho a Humahuaca, paramos em Uquía, para visitar a Iglesia de San Francisco de Paula de Uquía.

Iglesia de San Francisco de Paula de Uquía.

Essa igreja foi construída no século XVII e suas paredes são feitas de tijolos de argila. Tudo ali é muito simples, mas rico em história.

Ela já passou por restauração, mas praticamente conservou-se do mesmo jeito que sua forma inicial, com algumas pequenas mudanças e, por isso, são já percebidas algumas deteriorações. 

No interior, infelizmente, não é permitido tirar fotos ou filmar, como já diz o comunicado na entrada. Mas vou descrever a vocês um pouco dos detalhes.

A igreja é bem pequena e lá dentro podemos encontrar um altar bonito, talhado à madeira e folheado a ouro, pelo que entendi no dia.

Lá, também, encontramos uma coleção de quadros de anjos arcabuzeiros, que são anjos que carregam armas e fazem parte da arte colonial andina, cultura hispânica. Essas pinturas, que estão em Uquía, tiveram origem em Cuzco, no Peru. E os anjos retratados não tem aquela característica de anjo que estamos acostumados a ver, com feição infantil, com bochecha, aquele rostinho bem angelical. Estes, arcabuzeiros, parecem mesmo guerreiros, adultos, com roupas no estilo de realeza, só que com asas.


Feira com artesanato local, logo ao lado da igreja.

HUMAHUACA

De Uquía, partimos a Humahuaca. 

Humahuaca é uma cidadezinha Patrimônio Mundial da UNESCO e fica numa região de vale que é conhecida como Quebrada de Humahuaca.

Começamos conhecendo o Monumento a los Héroes de la Independencia.

Escadaria de cerca de 300 metros para chegar até o monumento.

O monumento, que foi inaugurado em 1950, é uma comemoração à luta pela independência da Argentina, declarada em 09 de julho de 1816. Ele está localizado na região norte do país, porque foi onde mais se concentraram essas lutas. E fica num morro, voltado à praça central da cidade de Humahuaca.

A estátua, em bronze, que encabeça o monumento é a de um indígena e tem 9 metros de altura. Ele está em posição de "avante", como se estivesse levando o povo argentino à frente, representando a nascente de uma nação. O resto do monumento tem a forma de uma proa, e na parte inferior, também em bronze, podemos ver cavalos e pessoas com armas.

Vista de lá de cima do monumento.

Torre de Santa Bárbara.

Dali conhecemos a praça central, Plaza Dr. Ernesto Padilla, bem próxima.

Ali fica a Catedral Nuestra Señora de La Candelaria Y San Antonio.

Também não é possível tirar fotos ou filmar no interior da igreja.


No interior da igreja há a escultura de Nossa Senhora da Candelária em madeira de cardón, uma espécie de cacto. 




Este é o Cabildo de Humahuaca, que é um conselho municipal, tipo a nossa Prefeitura, onde fica a torre do relógio que tem um mecanismo que mostra a imagem de São Francisco Solano e toca Ave Maria quando marca meio-dia. A praça nesse momento fica cheia de pessoas em busca de serem abençoadas pelo santo. 

A imagem de São Francisco Solano sai dessa portinha abaixo do sino. Pena que ao meio-dia, eu não consegui tirar a foto da aparição dele.

Pelas ruas de Humahuaca:


E com isso, já era horário de almoço e nosso guia nos levou num restaurante chamado K'allapurca. Era prato feito, então eu escolhi arroz e frango grelhado, uma comida bem simples e leve. Paguei ARS280,00 e esse valor incluía bebida e sobremesa.

Eu achei o ambiente bem legal, porque teve uma apresentação musical. Um grupo tocando aquele som típico andino, com flauta predominante.


HORNOCAL

Depois das refeições, partimos para as Serranias Del Hornocal, que é uma cadeia de montanhas pintadas por Deus. Sim! É coisa divina, feita com muito capricho! 

O Hornocal também é conhecido como El Cerro de Catorce Colores.

Na entrada, pagamos uma taxa para acesso ao local de onde se vê o espetáculo colorido. Se não me falha a memória, pagamos ARS50,00 cada pessoa na época.

Hornocal fica a 4.350 metros acima do mar.

Uma pena que no dia as nuvens estavam baixas, dificultando um pouco a visão das montanhas e fazendo a temperatura cair muito! A minha sorte foi que eu sempre andava com uma jaqueta na mochila. E façam isso também, porque a mudança de altitude também causa esse comportamento drástico na temperatura dos lugares ali em Jujuy. Estava frio.  


Agora apreciem essa beleza natural e estonteante que faz a gente ficar hipnotizado querendo registrar cada detalhe e refletir sobre como a natureza é maravilhosa em todas as suas formas.


Zoom para ver os detalhes dessa perfeição de cores.

Eu fico imaginando um dia ensolarado ou, pelo menos, sem nuvens nesse lugar. Deve ser maravilhoso! Mas mesmo assim, eu amei.

No caminho de retorno à Humahuaca encontramos algumas lhamas por ali rsrs elas são famosas na região e eu acho elas uma graça! Pena que estavam longe e quase se camuflavam no cenário. 

Lhamas.

Também deu pra registrar o caminho até o Hornocal. Observem as curvas da estrada e como quase não tem fim! 😲 Eu estava cada vez mais subindo na vida em Jujuy kkkkkkkkkkkk 😂

Vista Panorâmica Camino Al Hornocal.

Ruta Provincial 73.

De volta a Humahuaca, passamos pela Plaza San Martín, onde fica a estátua do libertador da Argentina, do Chile e do Peru: Don San Martín.

Estátua de Don San Martín.

Esse general e líder argentino foi muito importante para a história do país e eu pude perceber o respeito e admiração que os locais tem por ele em conversa com as pessoas que estavam no grupo do passeio comigo, que eram todos argentinos mesmo. Bem legal esse sentimento que eles carregam. Patriotismo é isso! E os argentinos tem de sobra.

A partir daqui, meu segundo dia em Jujuy foi finalizando. 

Voltamos à Tilcara, na sucursal da ADN Travel que sempre era o ponto de partida e chegada dos passeios. E dali caminhei até o hostel.

Nesse dia, resolvi passar num mercadinho em Tilcara, o que eles chamam de dispensa, e comprei um iogurte com cereal e um pacote de bolacha. É legal citar isso, mesmo que seja bobeira, porque vocês ficam tendo ideia dos preços locais. O iogurte foi ARS25,00 e o pacote de bolacha foi ARS25,00. Isso tudo equivalia, na cotação da época, a cerca de R$9,00.

Eu tinha que comprar também água para beber. A garrafa de água da Nestlé de 2,25 litros (que eu achava a melhor, já que das outras marcas a água parecia ser levemente salgada rsrs), eu pagava entre ARS30,00 a ARS40,00 nos mercadinhos da região. E daí eu comprava essa maior e ia abastecendo a minha garrafinha menor que eu levava pra todo canto.

E é isso por enquanto galera! 

Espero que vocês estejam gostando de conhecer comigo o norte da Argentina. E continuem ligados que no próximo post tem muito mais cenários lindos pra se ver! 

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Jujuy e Salta - Norte da Argentina em 7 dias!

Olá! Quem assume a direção agora sou eu, Má! A outra irmã que vos escreve nesse blog.

A partir de agora vamos embarcar com destino ao norte da Argentina, mais especificamente as regiões de Jujuy e um pouco de Salta.

Eu estava doida para conhecer essa região desde que eu havia visto fotos das famosas montanhas coloridas que tem por lá. E adivinhem? Peguei minha mochila, botei nas costas e fui!

Eu comecei a planejar essa viagem, comprei passagem, fechei hospedagem e passeios, com uns 3 meses de antecedência.

Iniciei pela hospedagem. Fui lá no Booking.com, joguei Jujuy e vi quais eram as minhas opções. Cheguei a conclusão de que entre Purnamarca, Salta e outras cidades, Tilcara seria a cidade escolhida para me hospedar, já que parecia ter mais estrutura turística (não sei se isso ainda faz sentido hoje, mas na época fez muito sentido pra mim rsrs). 

Como eu viajava sola (sozinha em espanhol rsrs) eu procurei um hostel, por ser mais barato, e escolhi um com uma boa avaliação, já que questões como localização, por exemplo, não contavam, visto que a cidade é muito pequena e se faz tudo a pé. E pra conhecer as demais atrações da região de Jujuy/Salta eu iria contratar um serviço de passeios turísticos e o resto seria tudo na caminhada e de ônibus mesmo. 

Há a opção de você alugar um carro, mas o pessoal da região sempre alerta a questão da altitude galera! - Sim! Jujuy tem altitude e você pode ficar meio zonza(o), o que não combina nada com direção. Então analise bem essa opção se você não tem intimidade com esse tipo de região e os sintomas que ela pode te causar. 

Sobre a minha primeira experiência com a altitude, eu vou compartilhar com vocês no próximo post! 😉

Hostel reservado (Antigua Tilcara Hotel & Hostel), escolhi a opção no Booking que eu pudesse cancelar, caso não encontrasse passagem para as datas. Mas consegui fechar a passagem sem problemas pela Aerolíneas Argentinas e foi só sucesso! 

Lembrando que para viajar à Argentina, nós brasileiros, NÃO precisamos de visto e nem passaporte! 😄 Vale a regra para vôos domésticos (dentro do Brasil): um documento original com foto. Mas, se você tiver passaporte válido, use para ganhar o carimbo do país! Eu mesma sou a louca dos carimbos! kkkkkkkkk

Feito tudo isso, comecei a entrar em contato por e-mail com a Adn Travel, agência de viagens que eu contratei para a maioria dos passeios. 

Reservados os passeios, meu roteiro então ficou assim:

Dia 1: San Salvador de Jujuy e chegada à Tilcara;

Dia 2: Uquía, Humahuaca e Hornocal (Adn Travel)

Dia 3: Purmamarca, Salinas Grandes e Maimará (Adn Travel)

Dia 4: Iruya (Adn Travel)

Dia 5: Purmamarca (vocês vão entender o porquê voltei rsrs)

Dias 6 e 7: Tilcara

Tudo pronto, agora era só trocar os reais por pesos argentinos, fazer a mochila e se preparar para o embarque! 

Lembrando que fiz essa viagem no início do mês de novembro e nessa época a previsão do tempo não é tão animadora, porque chove por lá. Mas eu fiquei de olho nisso por todas as semanas que se aproximavam da minha viagem e a previsão dizia que a chuva só viria no final da tarde e à noite, portanto, concluí que eu não teria problemas. 

Fica a dica: Tempo firme mesmo na região, pelo que pesquisei na época, você vai encontrar nos meses de agosto, setembro e outubro, mas se prepare para torrar no sol rsrs

Pelo que presenciei, Jujuy tem um clima desértico: de dia faz calor e é seco, e de noite a temperatura cai e com isso parece que fica um pouco mais úmido.

Itens importantes que não podem faltar nessa viagem:

  • Roupas confortáveis para caminhar a vontade;
  • Tênis, de preferência aqueles estilo trekking (chamo os meus de 4x4 kkkkkkkk);
  • Protetor solar;
  • Óculos de sol;
  • Boné/Chapéu;
  • Soro para lavar as narinas (clima seco demais para não levar esse mimo rsrs);
  • Repelente (eu passava, apesar de não ter encontrado muitos mosquitos);
  • Hidratantes corporal, facial e labial (não deixe de levar!);
  • Mochila (para carregar itens indispensáveis durante os passeios como garrafinhas de água, por exemplo - MUITA ÁGUA) 
  • Câmera (qualquer uma que seja capaz de registrar os cenários maravilhosos desse lugar!)

Tem pessoas que gostam de levar medicamentos para enjoo, que podem aliviar as reações à altitude. Eu não levei. Levei apenas poucos medicamentos básicos que julgo necessário levar comigo nas viagens e um descongestionante por conta da secura. Mas isso é muito pessoal.

Falando um pouco mais sobre a moeda argentina: o Peso Argentino...

Gente! A moeda dos nossos hermanos é muito desvalorizada em relação ao Real. Na época o câmbio estava a R$ 0,18! No momento que estou escrevendo aqui para vocês, está a R$ 0,06!! 😲 (considerando o fator pandemia, lógico, mas mesmo assim é sempre menor que o Real).

Então vale muito a pena conhecer os nossos vizinhos! Muitas vezes sai mais em conta do que conhecer o nosso próprio país. Verdade seja dita.

Mesmo não sabendo falar espanhol? Sim! Não falo espanhol, sei só algumas palavras, e ainda morro de vergonha, porque se pensar bem é tão semelhante ao português, não é? Mas eu acho muito difícil e apesar de entender, quando vou falar, travo e não sai nem sequer um portunhol kkkkkk 

Mas e aí? Bora se aventurar comigo?!

Então não perca o próximo post, onde a gente vai dar início ao roteiro de 7 dias no norte da Argentina com fotos, dicas e tudo que registrei na minha passagem por lá.

Arriba!!