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quinta-feira, 25 de junho de 2026

O que fazer em Brasília em 5 dias? - Dia 01

Assim que saímos do aeroporto de Brasília, fomos recebidos pelo Ruy - morador de uma das cidades-satélites de Brasília, e primo do namorado da Lu (que também estava com a gente nessa viagem) - já deixo aqui um agradecimento especial a ele e sua família, que nos apresentou cada cantinho de Brasília e tornou nossa experiência na capital federal ainda mais especial! Obrigada Ruy!


💡 Curiosidade sobre Brasília
Antes da viagem, já tínhamos ouvido falar das famosas “cidades-satélites” de Brasília. Durante a viagem, descobrimos que esse é o nome popular dado às atuais Regiões Administrativas do Distrito Federal — áreas que surgiram e cresceram ao redor do Plano Piloto e que hoje têm vida própria, com comércio, cultura e milhares de moradores. O Guará, onde nosso anfitrião mora, é uma delas.

Como ainda eram 14h, ele nos convidou para dar uma volta pela cidade e começar a conhecer melhor a capital federal. Foi a oportunidade perfeita para ter o nosso primeiro contato com Brasília, já que às 16h tínhamos um city tour gratuito agendado e não sabíamos exatamente como seria.

Congresso Nacional

E lá fomos em direção ao Planalto Central, onde fica o centro cívico de Brasília, com o Congresso Nacional, os ministérios e os palácios. 

Depois dessa passada rápida de carro, ele nos deixou no local do encontro, na Torre de TV, e decidiu também participar do city tour gratuito que começava as 16 horas, o qual havíamos reservado anteriormente — os ingressos, inclusive, só eram liberados um dia antes.

Infelizmente, esse city tour gratuito não está funcionando atualmente, conforme informado pelo Brasília Receptivo no Instagram.

Informação verificada em maio/2026.

Torre de TV, onde ficava o ponto de encontro para iniciar o city tour gratuito,
que precisa ser reservado com antecedência.

Antes de sair com o ônibus, que era muito confortável e tinha ar-condicionado e copos de água para quem quisesse, a guia nos informou que as únicas paradas — bem rápidas — para descer seriam na Catedral Metropolitana e na Praça dos Três Poderes.

Primeiro passamos pelo Palácio do Buriti e depois pela Concha Acústica do Exército Brasileiro. 

Concha Acústica do Exército Brasileiro

Fizemos a volta e seguimos em direção ao Planalto Central, onde fica o centro cívico de Brasília, com o Congresso Nacional, os ministérios e os palácios.

O ônibus passou em frente ao Memorial JK e nos chamou a atenção - já colocamos ele no nosso roteiro de visitas.

Paramos na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida e, conforme previamente informado pela guia, tínhamos apenas alguns minutos para apreciar o local.

Sendo assim, fomos rapidamente para o interior da catedral e ficamos admirados tanto com a arquitetura quanto com os belíssimos vitrais.

Os arcanjos Rafael, Gabriel e Miguel enfeitam o interior da Catedral e são suspensos por cabos quase invisíveis, dando a impressão de que estão voando.

Esses minutos passaram muito rápido. Retornamos ao ônibus e já incluímos a Catedral nos planos para voltar posteriormente e aproveitar melhor o local.

O ônibus continuou o percurso: passamos pelo Palácio do Itamaraty e pelo Congresso Nacional. Em seguida, paramos e descemos na Praça dos Três Poderes.

Congresso Nacional


Após alguns minutinhos, embarcamos novamente no ônibus do city tour e seguimos em direção ao outro lado do Plano Piloto. Passamos em frente ao Palácio da Justiça e pela Esplanada dos Ministérios.

Palácio da Justiça


Ministérios

Seguimos em direção à Torre de TV, onde finalizaria o nosso city tour gratuito, mas antes passamos pelo Teatro Nacional Cláudio Santoro (que, à época, estava em reforma) e pelo Shopping Conjunto Nacional.

Shopping Conjunto Nacional

O ônibus parou na Torre de TV e desembarcamos. Aproveitamos que estávamos ali e subimos até o mirante da Torre, que na época era gratuito e cujo acesso era feito por um cadastro via QR Code disponível em frente ao elevador.

Fizemos o cadastro e esperamos apenas alguns minutinhos na fila para subir no elevador que levava ao mirante.

O elevador era pequeno, mas comportava em média seis pessoas.

Do mirante, a vista era de toda a imensidão de Brasília.


Abaixo, com telhado em verde claro, os quiosques da Feira da Torre.
Do lado direito, a Arena Mané Garrinha.


Visão ampla do Eixo Monumental

Brasília está dividida entre Asa Norte, Asa Sul e o Plano Piloto (região central) e é margeada pelo Lago Paranoá, que não existia antes da construção da cidade.

O projeto de Brasília, criado por Lúcio Costa, nasceu a partir do cruzamento de dois eixos, lembrando o sinal da cruz.

Clique aqui e descubra mais sobre a história 

de como foi o projeto de Brasília!


Por esta maquete, é possível ver o traço que lembra um sinal da cruz e logo acima, o grande Lago Paranoá.

Brasília vai muito além da política; é uma cidade bem interessante e pouco visitada — muito pouco. Inclusive o motorista do Uber que pegamos se espantou quando contamos que estávamos turistando por lá rsrs 😄.

Ele disse: “Vocês estão aqui em Brasília turistando? Nossa! Porque a maioria das pessoas que vem pra cá é só para congressos ou reuniões; não vejo muita gente vindo para cá para fazer turismo em Brasília!”. Ainda bem que, nesse momento, já tínhamos conhecido bastante a cidade, senão poderíamos ter ficado apreensivos com essa fala.

Brasília sempre nos causou curiosidade pela sua história e por como foi o seu início.

Então vamos lá para um pouco de história! Preparados?

Brasília nasceu de uma ideia ousada de Juscelino Kubitschek, político mineiro eleito presidente em 1956. Ele decidiu transferir a capital do país, que até então era o Rio de Janeiro, para o interior do Brasil, em uma área que pertencia ao estado de Goiás, no coração do Cerrado.

Mais do que uma mudança geográfica, a proposta tinha um objetivo claro: impulsionar o desenvolvimento do interior e integrar melhor as diferentes regiões do país. E assim começou a história de Brasília, uma cidade planejada desde o início, cheia de simbolismos e com uma arquitetura única no mundo.

Brasília se tornou o maior símbolo desse período porque foi construída praticamente do zero em poucos anos para se tornar a nova capital do país. Além disso, o governo de Juscelino Kubitschek promoveu a expansão do Brasil em várias áreas, como a consolidação da indústria automobilística, a ampliação da geração de energia (incluindo hidrelétricas) e o forte investimento na malha rodoviária.

Esse processo fez parte do Plano de Metas, que marcou o governo de JK, cujo lema de campanha era “50 anos em 5”, representando a ideia de acelerar o desenvolvimento do país em um curto período.

Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960, mas todo o projeto já vinha sendo executado desde o início do governo, em 1956.

Como vocês podem ver, nós gostamos bastante da história de Brasília!

Depois de entender um pouco mais sobre a história e o planejamento de Brasília, fica ainda mais interessante caminhar pela cidade e observar como tudo isso se materializa na arquitetura e nos espaços que visitamos. 

🌇 🌇 🌇 🌆 🌆 🌆 🌆 🌆 🌆

O nosso primeiro dia em Brasília, intenso e cheio de descobertas, já ia chegando ao fim quando o Ruy nos deixou na nossa hospedagem, que ficava na Asa Norte.

Subimos até o estúdio, organizamos as coisas e fomos descansar, já pensando no próximo dia de exploração pela cidade.

Falando no estúdio, bora falar da nossa hospedagem em Brasília!

Reservamos previamente no Airbnb, em um condomínio de mais de 10 blocos. Ainda bem que o nosso ficava no terceiro bloco, porque mesmo assim era preciso caminhar bastante até chegar lá.

O pequeno apartamento, que parecia um estúdio, possuía uma boa divisão dos espaços.

Ao entrar no espaço, tinha a cozinha, que era bem equipada, com filtro de água, micro-ondas, frigobar, fogão de quatro bocas e vários utensílios, como taças e bowls.

No armário da cozinha ficavam itens de limpeza, como rodos, vassouras e produtos de limpeza.

Apartamento muito bem decorado e bem equipado.

Havia também uma máquina de lavar roupa, porém nem chegamos a utilizá-la.

Logo após a cozinha, havia a sala e, ao fundo, o quarto e o banheiro.

O quarto também era bem decorado e tinha bons travesseiros e um colchão macio. Havia ainda um guarda-roupa espaçoso.

O banheiro ficava escondido pela porta de correr espelhada.

Em frente à cama ficava o sofá-cama, de frente para o rack e a Smart TV.

Ao lado havia uma pequena mesa e, acima, um maleiro.

Sofá-cama e TV.

👍 Pontos positivos:

  • Cozinha completa e bem equipada

  • Cama confortável e bom espaço interno

  • Boa divisão dos ambientes

  • Estrutura prática para estadias curtas

👎 Pontos de atenção:

  • Condomínio grande, com deslocamento um pouco longo até o bloco

  • Pode não ser tão prático para quem busca algo extremamente central

  • No último dia, o acendedor do fogão apresentou problema e ficava acionando sozinho, o que causou preocupação; por isso, resolvemos desconectar o plug da tomada

  • Não havia entrada de ar para circulação interna no local; se quiséssemos ventilação, era necessário usar a função ventilador do ar-condicionado.

No geral, nossa experiência na hospedagem em Brasília foi muito positiva. O espaço era funcional, confortável e bem equipado para alguns dias de estadia, e o anfitrião foi prestativo.

⭐ Nota: 7/10

📍Localização: Asa Norte, no Condomínio Garden Park, a cerca de 11 minutos de carro da estação Central, do metrô.  

☕Café da manhã: Não incluído.


Continua...

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